terça-feira, 7 de julho de 2026

4 - O modelo de oração

 

Portanto, orem assim: “Pai nosso, que estás no céu, que todos reconheçam que o teu nome é santo” . – Mateus 6:9


Jesus nos deu as verdadeiras palavras que temos de levar conosco ao nos aproximar de nosso Pai. Uma forma de oração que se torna o modelo e a inspiração para todas as outras orações e sempre nos leva de volta para si mesma como a mais profunda expressão de nossa alma diante de nosso Deus.

“Pai nosso, que estás nos céus!”  A invocação nos coloca de imediato no centro da maravilhosa revelação que o Filho veio trazer de que seu Pai também é nosso Pai. Compreende o mistério da redenção, o mistério da regeneração e o ministério da fé. O conhecimento do amor paterno de Deus é a primeira e mais simples, mas também a última e mais sublime lição na escola de oração. É no relacionamento pessoal com o Deus vivo, e na consciente e pessoal comunhão de amor com Ele mesmo, que a oração inicia. É no conhecimento da Paternidade de Deus, revelada pelo Espírito Santo, que o poder da oração será achado para criar raízes e crescer. É na infinita ternura, compaixão e paciência do Pai infinito, em sua amorosa disposição para ouvir e ajudar, que a vida de oração encontra sua alegria.

“Santificado seja o teu nome.”  Primeiro, Teu nome, Teu reino, Tua vontade; depois, dá-nos, perdoe-nos, guia-nos, liberta-nos. Na verdadeira adoração o Pai tem de ser o primeiro, tem de ser tudo.

Isso tem de influenciar toda nossa oração. Existem dois tipos de oração: pessoal e intercessória. Cristo abriu a escola de oração especialmente para treinar intercessores para a grande obra de atrair, pela fé e pela oração, as bênçãos de Sua obra e amor para todo o mundo. Não pode haver nenhum profundo crescimento em oração a não ser que isso seja nosso alvo. Jesus deseja nos treinar para uma vida abençoada de consagração e serviço, na qual todos os nossos interesses estão subordinados ao Nome, ao Reino e à Vontade do Pai. Vivamos para isso e, em cada ato de adoração, para o Nosso Pai!

“Santificado seja teu nome.”  Santo é a palavra central do Antigo Testamento; o nome Pai é a do Novo Testamento. Nesse nome de Amor, toda santidade e glória de Deus estão agora para ser reveladas. E como o nome é santificado? Por meio do próprio Deus (Ezequiel 36:23). Nossa oração deve ser que em nós mesmos, em todos os filhos de Deus, diante do mundo, o próprio Deus revele a santidade, o poder divino, a glória escondida do nome do Pai. O Espírito do Pai é o Espírito Santo: somente quando nos rendermos para ser guiados por Ele é que o nome será santificado em nossas orações e em nossa vida.

“Venha o teu reino.”  O Pai é um Rei e tem um reino. A vinda do reino é o grande evento do qual a revelação da glória do Pai, a bem-aventurança de Seus filhos e a salvação do mundo dependem.

“Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” No céu a vontade de Deus é feita, e o Mestre ensina o filho a pedir que a vontade de Deus. No céu a vontade de Deus é feita, e o Mestre ensina o filho a pedir que a vontade seja feita na terra como no céu: no espírito de reverente submissão e com disposição de obedecer. Porque a vontade de Deus é a glória do céu, o seu realizar é a bem-aventurança do céu. À medida que Sua vontade é feita, o reino do céu vem para o coração. A entrega e a oração por uma vida de obediência celestial é o espírito de oração de um filho.

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” Quando o filho primeiramente se rende ao Pai por causa de Seu nome, de Seu Reino e de Sua vontade, ele tem plena liberdade para pedir seu pão diário. Consagração a Deus e à Sua vontade produz maravilhosa liberdade em oração para as coisas temporais: toda vida terrena é entregue ao amoroso cuidado do Pai.

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Da mesma forma que o pão é a primeira necessidade do corpo, assim é o perdão para a alma. E a provisão é certa para ambos. Estejamos atentos para que a oração por perdão não se torne uma formalidade: apenas o que é realmente confessado é realmente perdoado. Em cada oração ao Pai devo ser capaz de dizer que não conheço ninguém a quem eu não ame de coração.

“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” Nosso pão de cada dia, o perdão de nossos pecados e finalmente nosso ser guardado de todo pecado e do poder do maligno – essas três petições abrangem todas as nossas necessidades pessoais. A oração por pão e perdão deve ser acompanhada pela entrega para viver toda nossa vida em santa obediência à vontade do Pai, e na oração com confiança de que em tudo seremos guardados do poder do maligno pelo poder do Espírito que habita em nós.

Filhos de Deus! É assim que Jesus deseja que oremos ao Pai celestial. A oração será a comunhão e o intercâmbio de amor, sempre nos trazendo de volta em confiança e adoração a Ele, que não é somente o Início, mas também o Fim. “Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!”


Como tem sido seu tempo de oração a Deus?