quarta-feira, 24 de junho de 2026

3 - A sós com Deus

 

   Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa. ” – Mateus 6:6

E a primeira coisa que o Senhor ensina aos Seus discípulos é que eles devem ter um lugar secreto para oração; cada um deve ter algum lugar de refúgio onde possa estar sozinho com seu Deus.

Ele quer que cada um escolha para si um lugar específico onde Ele possa diariamente encontra-lo. Este quarto secreto ou lugar solitário é a sala de aula de Jesus... em que o aluno se coloca na presença do Mestre para ser preparado por Ele para adorar o Pai. Somente lá esteja certo, Jesus vem para nos ensinar a orar.

... o assunto principal que Ele tem a nos dizer é sobre  nossa permanência lá.

A primeira coisa no quarto de oração é: eu preciso encontrar meu Pai. A luz que brilha no quarto deve ser: a luz do semblante do Pai. Assim cada pensamento ou petição que emitirmos serão simples, sinceros, de uma confiança infantil no Pai. É assim que o Mestre nos ensina a orar: Ele nos introduz na presença viva do Pai. A intimidade do quarto secreto e da porta fechada, a total separação de tudo que nos cerca, é uma imagem, e também uma ajuda, daquele santuário espiritual interior, o segredo do tabernáculo de Deus, dentro do véu, onde nosso espírito verdadeiramente entra em contato com o Deus invisível.

E assim somos ensinados, bem no início de nossa busca do segredo da oração eficaz, a lembrar que ele está no quarto secreto; onde ficamos a sós com o Pia, que nos ensinará a orar corretamente.

Mesmo que seu coração esteja frio e sem vontade de orar, entre na presença do Pai amoroso. Como um pai se compadece de seu filho, assim o Senhor Se compadecer de você.

Não pense no pouco que tem para oferecer a Deus, mas no quanto Ele lhe quer dar. Apenas se coloque diante d’Ele e contemple Sua face; medite no Seu amor, nas Suas maravilhas, na Sua ternura e amor compassivo.

“...E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa. ” Aqui Jesus nos assegura que a oração secreta não pode ser infrutífera: sua bênção se manifestará em nossa vida. Se tão somente em secreto, sozinhos com Deus, confiarmos Ele nossa vida diante dos homens, Ele nos recompensará abertamente. Ele cuidará para que a resposta à oração se manifeste por meio de Sua bênção sobre nós. Desta forma, nosso Senhor nos ensina que é por Sua infinita Paternidade e Fidelidade que Deus nos encontra em secreto, de forma que cabe a nós ter a fé simples de uma criança, a confiança de que nossa oração traz a bênção até nós. [...] E assim o Mestre tem apenas um desejo: lembrar que seu Pai está, vê e ouve em secreto; vá e permaneça lá, e saia de lá com esta confiança: Ele o recompensará.

“Antes de vocês pedirem, o Pai de vocês já sabe o que vocês precisam” (Mateus 6:8). Mas à medida que adquirimos um discernimento mais profundo do que realmente é a oração, essa verdade ajudará, e muito, a fortalecer nossa fé.

Gaste tempo no quarto secreto, com a porta fechada – fechada para os homens e fechada com Deus: é lá que o Pai espera por você, é lá que Jesus o ensinará a orar. Estar a sós em secreto com o Pai: isso deve ser sua maior alegria. Estar certo de que o Pai recompensará abertamente a oração secreta, de modo que ela não pode ficar sem ser abençoada: essa será sua força dia após dia. E saber que o Pai sabe que você necessita daquilo que pede: essa será sua liberdade para apresentar cada necessidade, na certeza de que nosso Deus a suprirá de acordo com Suas riquezas em glória em Cristo Jesus.



“Senhor, ensina-nos a orar”

 

Bendito Salvador! De todo meu coração eu Te bendigo por me mostrar o quarto secreto, como a escola onde Tu encontras cada um de Teus alunos a sós e lhes revelas o Pai. Ó meu Senhor! Fortalece minha fé no terno amor e bondade do Pai, para que sempre que eu me sentir pecador ou atribulado o primeiro pensamento instintivo seja ir para onde eu sei que o Pai espera por mim, e onde a oração nunca pode ficar sem ser abençoada. Que o pensamento de que Ele sabe do que necessito antes que eu peça me leve, em grande tranquilidade de fé, a confiar que Ele dará o que Seu filho precisa. Ó, que o lugar de oração secreta se torne para mim o lugar mais amado da Terra.

E Senhor, ouve-me enquanto oro para que Tu abençoes em todo lugar os quartos de Teu povo que crê! Que Tua maravilhosa revelação da ternura do Pai liberte todos os jovens cristãos de pensar na oração secreta como uma tarefa ou uma carga e leve-os a ver isso como o mais alto privilégio de sua fé, uma alegria e uma bênção. Traze de volta todos os que estão desencorajados, porque não sabem como chegar a Ti em oração. Faze-os entender que eles apenas têm de se apresentar vazios perante Aquele que tem tudo para dar, e se alegra em fazer isso. Que seu único pensamento seja não o que eles têm de levar ao Pai, mas o que o Pai espera para lhes dar.

E abençoe especialmente o quarto secreto de todos os Teus servos que estão trabalhando para Ti, como o lugar onde a verdade de Deus e a graça de Deus lhes são reveladas, onde eles são diariamente ungidos com óleo fresco, onde sua força é renovada e as bênçãos são recebidas em fé, com as quais eles vão abençoar seus companheiros. Senhor, atrai-nos no quarto para mais perto de Ti mesmo e do Pai. Amém.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

2 - Os verdadeiros adoradores


Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade” . – João 4:23-24

Essas palavras de Jesus à mulher de Samaria são Seu primeiro ensino registrado sobre a matéria da oração.

O Pai procura adoradores: nossa oração satisfaz Seu coração amoroso e Lhe traz alegria.

A verdadeira adoração é em espírito e em verdade. O Filho veio abrir o caminho para esse tipo de adoração e Ele mesmo nos ensina a adorar em espírito e em verdade.

Três tipos de adoração:

*  A adoração ignorante dos samaritanos: “Vocês não sabem o que adoram”.

*  A adoração inteligente dos judeus, os quais tinham o verdadeiro conhecimento de Deus: “... nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus”.

*  A nova e espiritual adoração que Ele mesmo veio introduzir: “Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade” .

Entre os cristãos também podemos encontrar os três grupos de adoradores. Aqueles que em sua ignorância praticamente não sabem o que pedem: eles oram com seriedade, porém recebem pouco. Existem outros que possuem um conhecimento mais correto, que tentam orar com todo seu entendimento e coração e muitas vezes oram seriamente. Mas mesmo assim não conseguem a plena bem-aventurança de adorar em espírito e em verdade. Devemos pedir ao Senhor Jesus que nos introduza no terceiro grupo; precisamos ser ensinados a adorar em espírito e em verdade. Somente isso é adoração espiritual; somente isso nos transforma no tipo de adoradores que o Pai procura. Na oração, tudo dependerá de nosso entendimento correto e da prática de adoração em espírito e em verdade.

Quem se dispõe a prestar verdadeira adoração a Deus, a encontrá-Lo e conhecê-Lo, a possuí-Lo e se regozijar nEle, deve estar em harmonia com Ele, deve ter a capacidade de recebê-Lo. Porque Deus é Espírito, devemos adorá-Lo em espírito. Como Deus é, assim são Seus adoradores.

Sua adoração deve ser o espírito de nossa vida; nossa vida deve ser adoração em espírito como Deus é Espírito.

Deus enviou Seu Filho para nos capacitar para a adoração espiritual, dando-nos o Espírito Santo.

Só depois que Cristo nos redimiu, e nEle recebemos a posição de filhos, é que o Pai enviou o Espírito de Seu Filho em nosso coração para clamar “Aba, Pai”. A adoração em espírito é a adoração do Pai no Espírito de Cristo, o Espírito de adoção.

É somente Cristo que abre o caminho e ensina a adoração em espírito.

Jesus é cheio de graça e de verdade; o Espírito Santo é o Espírito da verdade; por meio dEle a graça que está em Jesus é nossa de fato e de verdade, uma comunicação positiva a partir da vida divina. Portanto, a adoração em espírito é a adoração em verdade; um verdadeiro relacionamento vivo com Deus, uma real correspondência e harmonia entre o Pai, que é Espírito, e o filho orando no espírito.

Que nossa disposição para orar tenha como base as palavras que Cristo nos ensinou. Que haja a profunda confissão de nossa incapacidade de oferecer a Deus a adoração que Lhe agrada; a aptidão de uma criança para aprender, que espera nEle para ser instruída; uma fé simples que se rende ao mover do Espírito.

Ter Cristo, o filho, e o Espírito do Filho, habitando em nós e revelando o Pai, é o que nos torna adoradores verdadeiros e espirituais.



“Senhor, ensina-nos a orar.”

Bendito Senhor! Eu exalto o amor com que Tu ensinaste a uma mulher, que recusara a Ti um copo de água, o que é a adoração a Deus. Eu me regozijo na certeza de que Tu nos ensinarás a mesma coisa agora a Teu discípulo que vem a Ti com um coração que anseia por orar em espírito e em verdade. Ó meu Santo Mestre! Ensina-me esse bendito segredo. Ensina-me que a adoração em espírito e em verdade não vem do homem, mas somente de Ti; que não é somente algo de tempos e épocas, mas o fluir de uma vida em Ti. Ensina-me a aproximar-me de Deus em oração sob a profunda convicção de minha ignorância e de não possuir nada em mim mesmo para Lhe oferecer, e ao mesmo tempo da provisão que Tu, meu Salvador, fazes por meio da respiração do Espírito m minhas gagueiras infantis. Eu realmente Te bendigo, pois em Ti sou uma criança, livre para ter acesso a Ti; pois em Ti tenho o espírito de adoção e de adoração em verdade. Ensina-me, acima de tudo, bendito Filho do Pai, a revelação do Pai que dá confiança em oração; e que a infinita Paternalidade do coração de Deus seja minha alegria e força para uma vida de oração e de adoração. Amém.



quarta-feira, 27 de maio de 2026

1 - O Mestre singular

 

Um dia Jesus estava orando num certo lugar. Quando acabou de orar, um dos seus discípulos pediu: “Senhor, nos ensine a orar, como João ensinou os discípulos dele. ” – Lucas 11.1 (NTLH)

Os discípulos haviam estado com Cristo e viram-nO orar. Haviam aprendido a perceber uma ligação íntima entre sua extraordinária vida pública e sua vida secreta de oração. Haviam aprendido a crer n'Ele com Mestre na arte da oração, pois ninguém podia orar como Ele. Tudo isso justifica o pedido: "Senhor, ensina-nos a orar". E anos depois eles nos conscientizariam por meio de seus escritos que as lições de Jesus sobre oração estavam entre as coisas mais maravilhosas e sublimes transmitidas pelo Mestre. [...]

À medida que crescemos na vida cristã, o pensamento e a fé na incessante e infalível intercessão do Amado Mestre tornam a oração algo ainda mais precioso, e a esperança de interceder como Cristo ganha um atrativo totalmente novo para nós. E conforme O vemos orar, e reconhecemos que ninguém pode orar nem ensinar como Ele, sentimos a mesma necessidade que os discípulos sentiram de pedir: "Senhor, ensina-nos a orar". E enquanto pensamos em tudo que Ele é e tem, em quanto necessitamos d'Ele e em como Ele mesmo é nossa vida, sentimos segurança de que basta pedir e Ele terá imenso prazer em nos levar a uma comunhão mais íntima com Ele e nos ensinará a orar como Ele ora.  [...]

"Senhor, ensina-nos a orar." Sim, a orar. É isso que precisamos aprender. Embora, a princípio, oração pareça ser algo tão simples que até a mais débil criança pode fazer, também é, ao mesmo tempo, o trabalho mais sublime e santo que o homem pode realizar. Ela é comunhão com o Deus Invisível e Santíssimo. É a compreensão de que os poderes do mundo eterno estão à nossa disposição. É a própria essência da verdadeira religião, o canal de todas as bênçãos, o segredo do poder e da vida. [...]


"Senhor, ensina-nos a orar." Sim, a nós, Senhor. Temos lido em Tua Palavra as orações poderosas que Teus servos do passado fizeram e as grandes maravilhas que Tu operaste em resposta às suas petições. [...]


Se Tu tens confiado a nós a Tua obra, se de nossas orações também dependem a vinda de Teu reino, se por meio de nossa oração Teu nome pode ser glorificado, então, "Senhor, ensina-nos a orar". Sim, a nós, Senhor. Eis-nos aqui como Teus aprendizes; queremos de fato ser ensinados por Ti. "Senhor, ensina-nos a orar." [...]


Só se aprende a divina arte da oração eficaz em meio à dolorosa consciência de nossa ignorância e falta de merecimento e em meio ao conflito entre crer ou duvidar. Mesmo que não estejamos cientes disso, o Autor e Consumador de nossa fé e de nossa oração, o qual zela por nossos pedidos e observa os que n'Ele confiam, sim, Ele é o maior interessado para que nossa educação na escola de oração alcance a perfeição. Que brote no mais profundo de nosso coração um desejo ardente por aprender a orar, desejo esse produzido pelo reconhecimento de nossa ignorância e pela fé no nosso Mestre perfeito. [...]


Por meio do Espírito Santo Ele penetra nosso coração e nos ensina a orar revelando-nos o pecado que impede nossa oração, ou nos dá a garantia de que nossa oração foi aceita por Deus. Ele ensina não apenas nos dando ideias sobre o que pedir e como pedir, mas soprando dentro de nós o próprio espírito de oração, e ainda vivendo dentro de nós como Grande Intercessor. [...]


Separe tempo não apenas para meditar, mas para orar e permanecer diante do trono, para ser treinado no trabalho de intercessão.



"Senhor, ensina-nos a orar."
 
Bendito Senhor! Que vive eternamente em oração, Tu podes me ensinar a orar também e, do mesmo modo, a orar eternamente. Sei que Tu terias imenso prazer em me fazer compartilhar da Tua glória no céu, levando-me a orar sem cessar e a permanecer para sempre como sacerdote na presença de meu Deus.
 
Senhor Jesus! Peço a Ti que a partir de hoje inclua meu nome no rol daqueles que confessam sua incapacidade de orar como convém e que rogam muito encarecidamente a Ti por um curso que os ensine a orar. Senhor, ensina-me a perseverar Contigo nesta escola e a separar tempo para ser treinado por Ti! Que um profundo sentimento de minha ignorância, do imenso privilégio de experimentar o poder da oração, da necessidade do Espírito Santo como Espírito de oração, me leve a rejeitar de uma vez por todas os pensamentos de que sei como orar e me faça prostrar, em pobreza de espírito, diante de Ti e em verdadeira prontidão para aprender.
 
E enche-me, Senhor, da confiança de que com um professor igual a Ti é impossível não aprender a orar. Certo de que tenho Jesus como meu mestre, o qual está sempre orando ao Pai, e que por meio de Sua oração governa o destino de Sua Igreja e do mundo, eu declaro que não temerei. E à medida que eu precisar conhecer os mistérios do mundo da oração, Tu me irás descortiná-los. E quando eu não souber como prosseguir, Tu me hás de ensinar a ser forte na fé, dando glória a Deus. 
Bendito Senhor! 
                     Tu não decepcionarás um aluno que confia em Ti, nem, por Tua graça, ele a Ti. 

                      Amém.



Com Cristo na Escola da Oração - Andrew Murray



De todas as características de uma vida semelhante à de Cristo não há nada mais sublime nem mais glorioso do que se conformar a Ele na obra a qual agora, incessantemente, Se dedica na presença do Pai - Sua poderosa e eficaz intercessão.
[...] Este livro foi escrito  sob profunda convicção de que o lugar e o poder da oração na vida cristã têm sido muito pouco compreendidos. Estou bem certo de que enquanto considerarmos a oração apenas um meio de manter nossa vida cristã, nunca alcançaremos seu pleno significado. Mas se aprendermos a considerá-la como parte mais sublime do trabalho a nós confiado, como a raiz e a força de todo o empreendimento divino, mais nos conscientizaremos de que, acima de qualquer outra coisa, precisamos estudar e praticar a arte de orar corretamente.
[...] Cristo nos ensina a orar não apenas pelo exemplo, pela instrução, pelo mandamento ou pelas promessas, mas através de revelar-nos a Si mesmo como o intercessor eterno, como nossa Vida. Apenas quando crermos nisso, e irmos e permanecermos n'Ele também para a nossa vida de oração, é que os nossos temores de não sermos capazes de orar corretamente desvanecerão, e alegre e triunfantemente confiaremos em nosso Senhor para nos ensinar a orar, para ser Ele mesmo a vida e o poder de nossa oração.
[...] E que todo temor quanto à nossa capacidade de cumprir nossa vocação desapareça à medida que virmos Jesus, que vive para orar, que vive em nós para orar e oferece Sua própria garantia para nossa vida de oração.



 

Na história da igreja, alguns nomes se tornam sinônimos de devoção profunda, vida interior vibrante e consagração radical. Andrew Murray é um desses nomes. Seu legado permanece como um convite silencioso — e ao mesmo tempo insistente — para que o cristão abandone as superficialidades religiosas e mergulhe nas profundezas da comunhão com Deus.

Andrew Murray (1828-1917) nasceu na África do Sul, filho de missionários escoceses da Igreja Reformada Holandesa. Foi pastor, escritor e figura central no movimento de santidade do final do século XIX e início do século XX.

A espiritualidade de Murray uniu o evangelicalismo escocês, a piedade reformada holandesa, o continental Réveil espiritualidade[1], pietismo alemão. Seus escritos devocionais enfatizam a permanência em Cristo, a humildade, a rendição, a oração, a santidade, a abnegação e a presença residente de Deus.

Escreveu mais de 200 obras, muitas delas devocionais, nas quais o tema recorrente era o chamado à intimidade com Deus através da oração, da humildade e da plena entrega ao Espírito Santo.

Seu livro mais conhecido, Com Cristo na Escola da Oração (1885), ainda hoje é uma bússola para os que desejam crescer na vida de intercessão.

Andrew Murray percebeu que somente Com Cristo na Escola de Oração é possível haver vida cristã vitoriosa e que o ministério da oração é o segredo e a base para a sustentação e o avanço da obra de Deus na Terra. Assim, negligenciá-la é a raiz da doença espiritual da Igreja e a estagnação da obra de Deus. Com Cristo na Escola de Oração nos exorta a alcançar uma vida poderosa em plena união com Ele, a compartilhar, pelo Espírito, da intercessão daquele que hoje vive para interceder por nós (Hebreus 7:25) e a levar Sua obra adiante. Aprendendo as lições com o Mestre, seremos livres dos enganos que nos fazem sentir confortáveis com orações sem resposta, pois a oração que está realmente em união com Cristo é sempre respondida.

 



[1] O Réveil espiritualidade refere-se a um movimento de avivamento e renovação espiritual que ocorreu na Europa Continental no século XIX, conhecido como Avivamento Continental ou Réveil Genebrino. Este movimento surgiu como uma reação contra o racionalismo teológico dominante e envolveu uma série de avivamentos entre evangélicos, especialmente em Genebra, onde jovens seminaristas fundaram a Sociedade dos Amigos em 1802-1805, buscando ajudar os pobres e aflitos.

 



segunda-feira, 25 de maio de 2026

 

Para o salmista, experimentar o caminho da verdadeira felicidade significa praticar os ensinamentos de Deus.  

“Felizes são os que não podem ser acusados de nada, que vivem de acordo com a lei de Deus, o Senhor! Felizes os que guardam os mandamentos de Deus e lhe obedecem de todo o coração! ” – Salmo 119.1-2. 

Neste sentido, a chave da felicidade está na obediência, ou seja, praticar os princípios e valores do Reino de Deus em nossas vidas; não basta conhecer, é preciso viver.

Jesus ensina que “se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos” (João 14:15). A grande ênfase está na vivência (prática) dos princípios e valores do Reino, e não no conhecimento puramente intelectual (mental).

Nosso objetivo é sermos iguais a Jesus e isso implica em imitá-lo na prática, não na teoria.

Admirador é aquele que conhece e gosta de alguém; Discípulo é o que segue e imita o mestre!

C.M.V. – mar, 2011

📷 by Andréa

sexta-feira, 22 de maio de 2026


“O propósito de Jesus era formar uma comunidade de discípulos apaixonados e comprometidos com missão de viver e implantar o Reino de Deus neste mundo." - (Eduardo R. Pedreira)

“Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês”. - Mateus 28:19

O texto fala de ensinar aos novos discípulos o caminho da obediência, ou seja, a ênfase não está no campo da informação, mas sim da vivência dos ensinamentos de Jesus.

Há uma grande diferença entre conhecer (informação) e obedecer (formação). Ter informação não significa um compromisso com esta informação – a relação é impessoal e descomprometida.

Jesus não quer que os seus discípulos tenham informações sobre ele; Jesus deseja que seus discípulos aprendam a praticar todas as coisas, obedecendo em tudo. A ênfase de Jesus é para um estilo de vida que inclui a vivência prática de sua mensagem. É necessário a formação espiritual dos discípulos.

A formação espiritual cristã é o processo de cultivar cotidianamente uma relação de amor com o Pai, através da prática de exercícios espirituais, que irá nos transformar na imagem de Jesus, sob o poder do Espírito Santo. Nossa missão é ensinar este caminho a todas as pessoas.

 

C.M.V. – fev,2011

📷 by Andréa

quarta-feira, 20 de maio de 2026

 

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele”. – Romanos 12:2

Toda pessoa que quer alcançar um objetivo na vida precisa de disciplina. Um atleta precisa de disciplina (treinamento adequado) para obter bons resultados em sua modalidade; assim, a disciplina para atleta se torna um estilo de vida para uma vida vitoriosa. E o discípulo de Jesus?

“A plena participação na vida do Reino de Deus e no companheirismo vívido de Cristo chega a nós por meio do exercício apropriado das disciplinas para a vida no espírito”. (Dallas Wilard)

As disciplinas espirituais são a porta de entrada para a liberdade, ou seja, nos conduzem a uma vida plena e feliz com Jesus. Elas são para nos ajudar a experimentar a vontade de Deus em nossas vidas, para nos ajudar em nossa caminhada como discípulos de Jesus. São o caminho para o discípulo atingir e cultivar a maturidade espiritual.

A igreja de Jesus precisa de discípulos que tenham maturidade suficiente para resistir ao mal, discernir as armadilhas do inimigo, cuidar dos outros, ensinar e aconselhar os mais novos, e indicar o caminho de Deus.

As disciplinas espirituais – meditação, oração, jejum, estudo, simplicidade, solitude, serviço, confissão, adoração, celebração, dentre outras – nos indicam o caminho do crescimento espiritual, para uma vida espiritual profunda e madura.

 

C.M.V. - fev,2011