quarta-feira, 17 de junho de 2026

2 - Os verdadeiros adoradores


Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. Deus é Espírito, e por isso os que o adoram devem adorá-lo em espírito e em verdade” . – João 4:23-24

Essas palavras de Jesus à mulher de Samaria são Seu primeiro ensino registrado sobre a matéria da oração.

O Pai procura adoradores: nossa oração satisfaz Seu coração amoroso e Lhe traz alegria.

A verdadeira adoração é em espírito e em verdade. O Filho veio abrir o caminho para esse tipo de adoração e Ele mesmo nos ensina a adorar em espírito e em verdade.

Três tipos de adoração:

*  A adoração ignorante dos samaritanos: “Vocês não sabem o que adoram”.

*  A adoração inteligente dos judeus, os quais tinham o verdadeiro conhecimento de Deus: “... nós sabemos o que adoramos porque a salvação vem dos judeus”.

*  A nova e espiritual adoração que Ele mesmo veio introduzir: “Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade” .

Entre os cristãos também podemos encontrar os três grupos de adoradores. Aqueles que em sua ignorância praticamente não sabem o que pedem: eles oram com seriedade, porém recebem pouco. Existem outros que possuem um conhecimento mais correto, que tentam orar com todo seu entendimento e coração e muitas vezes oram seriamente. Mas mesmo assim não conseguem a plena bem-aventurança de adorar em espírito e em verdade. Devemos pedir ao Senhor Jesus que nos introduza no terceiro grupo; precisamos ser ensinados a adorar em espírito e em verdade. Somente isso é adoração espiritual; somente isso nos transforma no tipo de adoradores que o Pai procura. Na oração, tudo dependerá de nosso entendimento correto e da prática de adoração em espírito e em verdade.

Quem se dispõe a prestar verdadeira adoração a Deus, a encontrá-Lo e conhecê-Lo, a possuí-Lo e se regozijar nEle, deve estar em harmonia com Ele, deve ter a capacidade de recebê-Lo. Porque Deus é Espírito, devemos adorá-Lo em espírito. Como Deus é, assim são Seus adoradores.

Sua adoração deve ser o espírito de nossa vida; nossa vida deve ser adoração em espírito como Deus é Espírito.

Deus enviou Seu Filho para nos capacitar para a adoração espiritual, dando-nos o Espírito Santo.

Só depois que Cristo nos redimiu, e nEle recebemos a posição de filhos, é que o Pai enviou o Espírito de Seu Filho em nosso coração para clamar “Aba, Pai”. A adoração em espírito é a adoração do Pai no Espírito de Cristo, o Espírito de adoção.

É somente Cristo que abre o caminho e ensina a adoração em espírito.

Jesus é cheio de graça e de verdade; o Espírito Santo é o Espírito da verdade; por meio dEle a graça que está em Jesus é nossa de fato e de verdade, uma comunicação positiva a partir da vida divina. Portanto, a adoração em espírito é a adoração em verdade; um verdadeiro relacionamento vivo com Deus, uma real correspondência e harmonia entre o Pai, que é Espírito, e o filho orando no espírito.

Que nossa disposição para orar tenha como base as palavras que Cristo nos ensinou. Que haja a profunda confissão de nossa incapacidade de oferecer a Deus a adoração que Lhe agrada; a aptidão de uma criança para aprender, que espera nEle para ser instruída; uma fé simples que se rende ao mover do Espírito.

Ter Cristo, o filho, e o Espírito do Filho, habitando em nós e revelando o Pai, é o que nos torna adoradores verdadeiros e espirituais.



“Senhor, ensina-nos a orar.”

Bendito Senhor! Eu exalto o amor com que Tu ensinaste a uma mulher, que recusara a Ti um copo de água, o que é a adoração a Deus. Eu me regozijo na certeza de que Tu nos ensinarás a mesma coisa agora a Teu discípulo que vem a Ti com um coração que anseia por orar em espírito e em verdade. Ó meu Santo Mestre! Ensina-me esse bendito segredo. Ensina-me que a adoração em espírito e em verdade não vem do homem, mas somente de Ti; que não é somente algo de tempos e épocas, mas o fluir de uma vida em Ti. Ensina-me a aproximar-me de Deus em oração sob a profunda convicção de minha ignorância e de não possuir nada em mim mesmo para Lhe oferecer, e ao mesmo tempo da provisão que Tu, meu Salvador, fazes por meio da respiração do Espírito m minhas gagueiras infantis. Eu realmente Te bendigo, pois em Ti sou uma criança, livre para ter acesso a Ti; pois em Ti tenho o espírito de adoção e de adoração em verdade. Ensina-me, acima de tudo, bendito Filho do Pai, a revelação do Pai que dá confiança em oração; e que a infinita Paternalidade do coração de Deus seja minha alegria e força para uma vida de oração e de adoração. Amém.



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